afonso medeiros

lucia gouvÊa pimentel

idanise hamoy

YACY-ARA FRONER (Orgs.)









ECOSSISTEMAS ARTÍSTICOS: ANAIS DO 23º ENCONTRO

NACIONAL

DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE

PESQUISADORES EM ARTES PLÁSTICAS


 

 




 

Belo Horizonte

Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas

Programa de Pós-Graduação em Artes da Escola de Belas Artes da

Universidade Federal de Minas Gerais

2014




©2014. Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida ou transmitida, sejam quais forem os meios empregados, sem citação da fonte e créditos devidos. O conteudo e a redação dos artigos são de responsabilidade de seus autores.

Dados Internacionais de catalogação na Publicação (CIP)
(Biblioteca da Escola de Belas Artes da UFMG, MG, Brasil)

______________________________________________________________________________

Encontro Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas (23. : 2014 : Belo
Horizonte, MG)

E56a Anais do XXIII Encontro Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas
[recurso eletrônico]: ecossistemas artísticos / Afonso Medeiros, Lucia Gouvêa
Pimentel, Idanise Hamoy, Yacy-Ara Froner (orgs.) – Belo Horizonte : ANPAP;
Programa de Pós-graduação em Artes - UFMG, 2014.
1 Pen card.

  Inclui bibliografia.
Sistema requerido: Adobe Acrobat Reader
Também disponível em versão online <http://www.anpap.org.br/anais.html>
ISSN 2175-8220
ISSN 2175-8212 (Online)

  1. Arte – Congressos. 2. Artes plásticas – Congressos. 3. Patrimônio
cultural – Congressos. 4. Arte e educação – Congressos. I. Medeiros, Afonso.
II. Pimentel, Lucia Gouvêa. III. Hamoy, Idanise. IV. Froner, Yacy-Ara. V.
Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas. VI. Título.

CDD 700

06-2725

_____________________________________________________________________________


 



Realização

Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas – ANPAP
Programa de Pós-Graduação em Arte da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG

ANPAP – Biênio 2013/2014

Presidente: Prof. Dr. José Afonso Medeiros Souza | ICA/UFPA

Vice-Presidente: Profa. Dra. Lucia Gouvêa Pimentel EBA/UFMG

1º Secretário: Prof. Dr. José Maximiano Arruda Ximenes de Lima |DEARTES/IFCE

2ª Secretário: Profa. Dr. Orlando Franco Maneschy | ICA/UFPA

1ª Tesoureira: Profa. Me. Idanise Sant'Ana Azevedo Hamoy | ICA/UFPA

2ª Tesoureira: Profa. Dra. Yacy-Ara Froner | EBA/UFMG

Assessoria de Comunicação: Vera Lucia Didonet Thomaz | PPGTE/UTFPR

 

Programa de Pós-Graduação em Artes da Escola de belas Artes da UFMG

Universidade Federal de Minas Gerais

Reitor: Jaime Arturo Ramírez

Pró-Reitor de Pós-Graduação: Rodrigo Antônio de Paiva Duarte

Diretora da Escola de Belas Artes: Maria Beatriz Mendonça

Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Artes: Mariana de Lima e Muniz







Organização

Coordenação

Lucia Gouvêa Pimentel | EBA/UFMG


Comissão Organizadora do 23° Encontro da ANPAP

Idanise Sant'Ana Azevedo Hamoy | ICA/UFPA

José Afonso Medeiros Souza | ICA/UFPA

José Maximiano Arruda Ximenes de Lima |DEARTES/IFCE

Juliana Gouthier Macedo | EBA/UFMG

Marília Andrés Ribeiro | FAFICH/UFMG

Patrícia Franca-Huchet | EBA/UFMG

Vera Lucia Didonet Thomaz | PPGTE/UTFPR

Yacy-Ara Froner Gonçalves | EBA/UFMG


Fórum de Coordenadores de Programas de Pós-graduação em Artes/Artes Visuais

Mauricius Martins Farina | IAR/UNICAMP


Fórum de Coordenadores de Cursos de Graduação em Artes Plásticas e Visuais

Milton Terumitsu Sogabe | IA/UNESP


Fórum de Editores de Periódicos da área de Artes Plásticas e Visuais

Yacy-Ara Froner | EBA/UFMG


Organização dos Anais

Afonso Medeiros | ICA/UFPA

Lucia Gouvêa Pimentel | EBA/UFMG

Idanise Hamoy | ICA/UFPA

Yacy-Ara Froner |EBA/UFMG


Ficha catalográfica

Luciana de Oliveira Matos Cunha | EBA/UFMG


Webdesigner

José Maximiano Arruda Ximenes de Lima |DEARTES/IFCE

Eduardo Bruno Ferreira de Araujo |DEARTES/IFCE


Assessoria de Comunicação

Vera Lucia Didonet Thomaz | PPGTE/UTFPR


Projeto Gráfico

João Victor Cardoso |EBA/UFMG

Saulo Tironi Silva |EBA/UFMG


Estagiária

Germana de Freitas Almeida | EBA/UFMG

Marina Wenzel Florindo | EBA/UFMG

Conselho Editorial

Coordenação

José Afonso Medeiros Souza | ICA/UFPA

Lucia Gouvêa Pimentel | EBA/UFMG


CHTCA - Comitê de História, Teoria e Crítica de Arte

Maria Luisa Luz Távora | EBA/UFRJ

Luiz Cláudio da Costa | ART/UERJ

Luiz Albeto Ribeiro Freire | EBA/UFBA

Madalena de Fatima Zaccara Pekala | CAC/UFPE

Marize Malta Teixeira | EBA/UFRJ

Nara Cristina Santos | CAL/UFSM


CEAV - Comitê de Educação em Artes Visuais

Maria Christina de Souza Lima Rizzi | ECA/USP

Maria Cristina da Rosa Fonseca da Silva | CEART/UDESC

Irene Maria Fernandez Silva Tourinho | FAV/UFG

Lívia Marques Carvalho | CCHLA/UFPB

Rejane Galvão Coutinho | IA/ UNESP


CPA - Comitê de Poéticas Artísticas

Cleomar de Sousa Rocha | FAV/UFG

Laurita Ricardo de Salles | CCHLA/UFRN

Marta Luiza Strambi | IAR/UNICAMP

Paulo Cesar Ribeiro Gomes | IA/UFRGS

Rosangella da Silva Leote | IA/UNESP


CC - Comitê de Curadoria

Elisa de Souza Martinez | IdA/ UnB

Nadja de Carvalho Lamas | UNIVILLE

Vera Beatriz Cordeiro Siqueira | IA/ UERJ


CPCR - Comitê de Patrimônio, Conservação e Restauro

Maria HerminiaOlivera Hernandez | EBA/ UFBA

Humberto Farias de Carvalho | EBA/UFRJ

Yacy-Ara Froner Gonçalves | EBA/UFMG


Comissão Científica

Alice Fátima Martins | FAV/UFG

Aparecido José Cirillo | CAR/UFES

Christine Pires Nelson de Mello | FASM

Cleomar de Sousa Rocha | FAV/UFG

Didonet Thomaz | PPGTE/UTFPR

Elisa de Souza Martinez | IdA/ UnB

Emerson Dionísio Gomes de Oliveira | IdA/UnB

Humberto Farias de Carvalho | EBA/UFRJ

Idanise Sant'Ana Azevedo Hamoy | ICA/UFPA

Isabela Nascimento Frade | ART/UERJ

José Afonso Medeiros Souza | ICA/UFPA

José Luiz Kinceler | CEART/UDESC

José Maximiano Arruda Ximenes de Lima | DEARTES/IFCE

Laurita Ricardo de Salles | CCHLA/UFRN

Leda Maria de Barros Guimarães | FAV/UFG

Lívia Marques Carvalho | CCHLA/UFPB

Lucia Gouvêa Pimentel | EBA/UFMG

Luciano Vinhosa Simão | CA/UFF

Lucimar Bello Frange | IARTE/UFU

Luiz Alberto Ribeiro Freire | EBA/UFBA

Luiz Felipe Ferreira | Ida/UnB

Luiz Sérgio de Oliveira | IACS/UFF

Madalena de Fatima Zaccara Pekala | CAC/UFPE

Maria Beatriz Medeiros | IdA/UNB

Maria Christina de Souza Lima Rizzi | ECA/USP

Maria Cristina da Rosa Fonseca da Silva | CEART/UDESC

Maria de Fátima Morethy Couto | IAR/UNICAMP

Maria do Carmo Freitas Veneroso | EBA/UFMG

Maria Elizia Borges | FAV/UFG

Maria Herminia Olivera Hernandez | EBA/ UFBA

Maria Luisa Luz Távora | EBA/UFRJ

Marize Malta Teixeira | EBA/UFRJ

Marta Luiza Strambi | IAR/UNICAMP

Mauricius Martins Farina | IAR/UNICAMP

Nadja de Carvalho Lamas | MPCS/UNIVILLE

Nara Cristina Santos | CAL/UFSM

Oriana Maria Duarte de Araujo | CAC/UFPE

Orlando Maneschy | ICA/UFPA

Paula Cristina Somenzari Almozara | CLC/PUCAMP

Paulo Cesar Ribeiro Gomes | IA/UFRGS

Priscila Almeida Arantes | FCF/PUCAMP

Rejane Galvão Coutinho | IA/ UNESP

Rosângella da Silva Leote | IA/UNESP

Vera Beatriz Cordeiro Siqueira | IA/UERJ

Yacy-Ara Froner | EBA/UFMG


Sessões Regionais


Bahia: Danillo Silva Barata |CAHL/ UFRB


Distrito Federal: Belidson Dias Bezerra Junior | IdA/ UnB


Espírito Santo: Moema Lucia Martins Rebouças | CP/ UFES


Goiás Alice de Fátima Martins e Raimundo Martins | FAV/ UFG


Minas Gerais: Maria do Carmo de Freitas Veneroso | EBA/ UFMG


Pará: Valzeli Figueira Sampaio | ICA/ UFPA


Paraná: José Eliezer Mikosz | EMBAP/UNESPAR e Ronaldo Alexandre de Oliveira | CECA/ UEL


Pernambuco / Paraíba: Madalena de Fátima Zaccara Pekala | CAC/ UFPE e Rosilda Maria Sá Gonçalves de Medeiros | CCHLA/ UFPB


Rio de Janeiro: Maria Luiza Pinheiro Guimarães Fragoso | EBA/ UFRJ e Sheila

Cabo Geraldo |ART/ UERJ


Rio Grande do Sul: Alexandre Ricardo dos Santos e Andréa de Oliveira | IA/ UFRGS


Santa Catarina: Sandra Ramalho | CEART/UDESC


São Paulo: Joedy Luciana Barros Marins Bamonte | FAAC/ UNESP e Luisa Angélica

Paraguai Donati | D/UAM

Apresentação

O 22º Encontro Nacional da ANPAP, realizado em Belém – PA em 2013, teve como tema Ecossistemas Estéticos. Esse tema partiu da premissa que há interdependências e intervenções mutuas entre as artes e os demais universos da cultura humana e que podem ser pensadas através de concepções como prevaricação, contaminação, adaptabilidade, sobrevivência, parasitismo, sustentabilidade, afinidade, canibalismo, relação, mestiçagem, sincretismo, barganha, enfrentamento, permeabilidade, remanejamento e reprodutibilidade, dentre outras.

Essas concepções podem ser enfeixadas e (re)significadas no conceito de ecossistema, visto que este subentende o caráter de interdependência dos organismos vivos que fazem parte de um dado universo, quebrando com a noção mecanicista de sujeito e objeto, na medida em que as relações são sempre entre agentes, isto é, interagentes em prol da (sobre)vivência de cada um e do equilíbrio, mesmo que precário, do todo.

Se em Ecossistemas Estéticos nosso foco foi o de perceber a arte como elemento dependente e, ao mesmo tempo, influente na rede da cultura, em Ecossistemas Artísticos nos voltamos para a tessitura intrínseca da arte, suas dependências e interferências internas, seus acomodamentos e incomodamentos, suas interdependências e antropofagias.Tal como ecossistemas estéticos, ecossistemas artísticos não é um conceito, mas um imbricamento de conceitos fluidos em rede, nômades e em fluxo.

A ideia de self-criticism(autocrítica) proposta por Clement Greenberg diz que a competência de cada arte coincide com as especificidades da natureza de seus meios. Essas especificidades, obviamente, não são esgotáveis em si mesmas na contemporaneidade e muito menos estabelecem fronteiras irretocáveis.

Ecossistemas são produtos de uma longa, lenta, laboriosa e delicada maturação que nunca está finalizada. Ecossistemas artísticos podem ser pensados como processos, dinâmicas, mobilidades, equilíbrios precários, organicidades tênues; inteligências em constante estado de adaptabilidade, conluios do aleatório com o intencional, demo/grafias artísticas, ecoartísticas.

Ecossistemas Artísticos é uma nova provocação, um convite à reflexão sobre as artes visuais e as configurações de sua herança genética na atualidade, a partir das condições oferecidas pelos Ecossistemas Estéticos.

É esta abordagem que propomos (re)pensar e (re)agir juntos neste 23º Encontro Nacional da ANPAP, pensando os organismos artísticos enquanto nós e vazios de uma trama que se (re)inventa a cada instante.


 


ANPAP – Biênio 2013/2014

Presidente: Prof. Dr. José Afonso Medeiros Souza | ICA/UFPA

Vice-Presidente: Profa. Dra. Lucia Gouvêa Pimentel | EBA/UFMG

Belo Horizonte, setembro de 2014

Nome Comunicação Página
Antonio Juvenil da Frota
PINTURAS E OBJETOS: O KUARUP NA OBRA DO ARTISTA PARAENSE MARIO PINTO GUIMARÃES
15
Camila Christiana de Aragão Tavares
A APROXIMAÇÃO DO NEOCONCRETISMO COM A PRODUÇÃO ARTÍSTICA DA CONSTRUÇÃO DE BRASÍLIA
27
Celia Maria Antonacci Ramos
POLÍTICAS E POÉTICAS DA REPRESENTAÇÃO DO CORPO DA MULHER NEGRA NA ARTE BRASILEIRA
36
Cíntia Mariza do Amaral Moreira
RETRATOS DE FAN TCHUNPI: TRADIÇÃO E MODERNISMO ENTRE A PINTURA FRANCESA E A CHINESA
52
Clediane Lourenço
A VERTIGEM DO REAL NA OBRA DE SARA RAMOS
64
Daniela Pinheiro Machado Kern
ALGUNS APONTAMENTOS SOBRE HISTÓRIA E TEORIA DA ARTE COMO EXPERIÊNCIA
76
Danilo Nazareno Azevedo Barauna, Hosana Celeste Oliveira, Rosangella da Silva Leote
APROPRIAÇÕES DA ARTE PELA CIÊNCIA - CASOS DA NEUROPSICOLOGIA
85
Darli Pereira Nuza, Virgínia T. Souto
POÉTICAS HÍBRIDAS: ENTRE CÍRCULOS DIVERSOS
101
Desiree Costa Giusti
A MEMÓRIA DE QUEM NÃO ESTÁ: A POÉTICA DA AUSÊNCIA NA SÉRIE SOLITUDE DE LUIZ BRAGA
116
Eduardo Tsutomu Murayama
O RESGATE DOS PAINÉIS PARIETAIS BARROCOS DA IGREJA MATRIZ DA CANDELÁRIA DE ITU / SP
127
Eliana Ribeiro Ambrosio
PRESÉPIOS: MAPAS PARA A DEMARCAÇÃO DAS ESPECIFICIDADES E REGISTROS LOCAIS
140
Fabiane Pianowski
REFLEXÕES SOBRE A ARTE POSTAL LATINO-AMERICANA
156
Joana Bosak de Figueredo
ATHOS DAMASCENO FERREIRA E A ESCRITA DA HISTÓRIA DA ARTE NO RIO GRANDE DO SUL
164
Joana D´Arc de Jesus Alves, Rodrigo Vivas
OBJETO E PARTICIPAÇÃO - DO CORPO À TERRA? E OS SALÕES: PARALELO NA DÉCADA DE 1970
173
José Afonso Medeiros Souza
DA HISTÓRIA EUROCÊNTRICA À GEOGRAFIA TRANSCULTURAL:
APORTES DA ARTE JAPONESA PARA OS ECOSSISTEMAS ARTÍSTICOS CONTEMPORÂNEOS
190
Luiz Alberto Ribeiro Freire
TRATADOS ARQUITETÔNICOS, MODELOS E CÂNONES DOS RETÁBULOS BAIANOS OITOCENTISTAS
205
Madalena de Fatima Pequeno Zaccara
PARTIDAS E REGRESSOS: A ATUAÇÃO DO MOVIMENTO IDENTIDADES NO ARQUIPÉLAGO DE CABO VERDE
218
Mara Evanisa Weinreb
ARTE E VIDA MARGINAL
233
Marcelo Mari
CONGRESSO DA AICA EM 1959: O ESPAÇO DA ARTE E DO MOBILIÁRIO NA ARQUITETURA MODERNA
243
Marilia Andres Ribeiro
A POÉTICA DE EYMARD BRANDÃO: DA ARTE EM RESÍDUOS À FOTOPLÁSTICA
258
Maryana Lemos Nogueira Rela
OLHAR AO REDOR: A PINTURA DE INTERIORES EM EDWARD HOPPER E DAVID HOCKNEY
269
Paulo Cesar Ribeiro Gomes
PEDRO WEINGÄRTNER E O NATURALISMO: APROXIMAÇÕES E CORRESPONDÊNCIAS
284
Paulo Henrique de Oliveira Gomes
GUY VELOSO: FOTOGRAFIA DOCUMENTAL E A ARTE NAS IMAGENS DOS ATOS DE FÉ
300
Rafael Fontes Gaspar
LELA MARTORANO E OS FRAGMENTOS DA MEMÓRIA
310
Regilene Aparecida Sarzi Ribeiro
ANOS 70: AGENTES HISTÓRICOS DO ECOSSISTEMA ARTÍSTICO VIDEOGRÁFICO NO BRASIL
320
Renata Aguiar Rodrigues
A UNICIDADE FRAGMENTADA DO LIVRO DE ARTISTA 'AMOR E FELICIDADE NO CASAMENTO'
334
Ricardo Henrique Ayres Alves
O ARTISTA COMO ETNÓGRAFO E A AIDS: UMA ABORDAGEM DO CORPO ENFERMO PELA FOTOGRAFIA
346
Rosana Pereira de Freitas
PARA A ÍNDIA: PASSAGENS DA ESCULTURA MODERNA
359
Nome Comunicação Página
Adriana Rosely Magro, Maria Auxiliadora Binicá Costalonga
O DISCURSO MODERNISTA EM CHAGAL
369
Aline Nunes da Rosa
APONTAMENTOS SOBRE DESLOCAMENTOS TERRITORIAIS E SUAS RESSONÂNCIAS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES
385
Analice Dutra Pillar
INSCRIÇÕES DO CONTEMPORÂNEO EM NARRATIVAS AUDIOVISUAIS: SIMULTANEIDADE E AMBIVALÊNCIA
400
Cayo Vinicius Honorato da Silva
TRANSMISSÃO DA VIDA, VIVÊNCIA DA TRADIÇÃO
417
Claudia Regina dos Anjos, Sandra Pereira Tosta, Gilbert Daniel
GALERIAS DE ARTE: POSSIBILIDADES DE APRENDIZAGEM DE ARTE
434
Cleber Cardoso Xavier, Samara Caroline de Araujo, André Luís César Ramos
COLETIVO TRANSVERSO: O AMBIENTE URBANO NA CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO FORMAL ESCOLAR
450
Consuelo Alcioni Borba Duarte Schlichta
DA FORMAÇÃO COMO DIMENSÃO INSEPARÁVEL DA ATUAÇÃO DO EDUCADOR
462
Eduardo Junio Santos Moura
PIBID COMO UM ECOSSISTEMA (PER)FORMATIVO PARA DOCÊNCIA EM ARTES VISUAIS
475
Erinaldo Alves do Nascimento, Sicília Calado Freitas
DIÁLOGOS ENTRE PESQUISA E AÇÃO DOCENTE NO PIBID ARTES VISUAIS DA UFPB
487
Fabio Wosniak, Jociele Lampert
DEAMBULAÇÕES: A FORMAÇÃO ARTÍSTICA NA GRADUAÇÃO EM PEDAGOGIA
501
Fabíola Cirimbelli Burigo Costa
EXPERIÊNCIAS COM A ARTE RELACIONAL FENDAS PARA PENSAR O ENSINO DE ARTE HOJE
515
Gláucia Augusta Lima do Nascimento
ENTRE ECOSSISTEMAS ARTÍSTICOS: A LITERATURA COMO POSSIBILIDADE EDUCATIVA PARA AS ARTES VISUAIS
531
João Paulo Queiroz, Ronaldo Alexandre de Oliveira
A CULTURA VISUAL E O ALARGAMENTO DO CONCEITO DE ARTE E SEU ENSINO
546
Jociele Lampert
PRÁTICA ARTÍSTICA COMO PESQUISA EM ARTE EDUCAÇÃO: SOBRE O ENSINO DE PINTURA
564
Juliana Gouthier Macedo, Lucia Pimentel
ARTE EMOLDURADA - APROXIMAÇÕES E SUBVERSÕES NUMA PERSPECTIVA INTERCULTURAL
576
Larissa Fabricio Zanin
NOVAS TECNOLOGIAS E PROCESSOS DE SIGNIFICAÇÃO NA ARTE E NA EDUCAÇÃO
589
Liane Carvalho Oleques
DESENHO E DEFICIÊNCIA INTELECTUAL: PENSANDO O ENSINO DO DESENHO NA EDUCAÇÃO ESPECIAL
603
Lucia Maria S. dos Santos Lombardi, Mirian Celeste Martins
ARTE NA PEDAGOGIA: ECOS NO SISTEMA?
615
Luiz Carlos Pinheiro Ferreira
NARRATIVA COMO (ARTE)FATO: RASTROS DE UMA TEMPORALIDADE BIOGRÁFICA
629
Maira Pêgo de Aguiar
MEDIAÇÃO PEDAGÓGICA NA FORMAÇÃO ESTÉTICA DE PROFESSORES: UM NOVO OLHAR SOBRE A CIDADE
645
Marcos Vinícius Silva Magalhães, Thérèse Hofmann Gatti
ESCUTA SENSÍVEL: UM POTENCIAL PARA A EDUCAÇÃO EM ARTES VISUAIS NA CLASSE HOSPITALAR
659
Maria Cristina da Rosa Fonseca da Silva
FORMAÇÃO DE PROFESSORES NAS LICENCIATURAS DE ARTES VISUAIS: O PROCESSO DE CRIAÇÃO NA DOCÊNCIA
671
Maria Lucia Batezat Duarte
PARA ALÉM DA IMAGEM VISUAL: MODALIDADES SENSORIAIS E A APRENDIZAGEM EM ARTES
686
Marilene Oliveira Almeida, Raquel Martins de Assis
A EDUCAÇÃO NOVA E O ENSINO DE ARTE EM MINAS GERAIS ENTRE AS DÉCADAS DE 1940 E 1960
698
Mônica Lóss dos Santos
NARRATIVAS SOBRE IDENTIDADES FEMININAS EM UM CONTEXTO DE EDUCAÇÃO NÃO FORMAL EM ARTES
714
Nikoleta Tzvetanova Kerinska, Winnie Liliane Defino Gomes
DESDOBRAMENTOS DO GESTO: PRÁTICAS DE DESENHO EM INTERFACES COMPUTACIONAIS
730
Rachel de Sousa Vianna, Andrea Adelina Vieira Santos
DIRETRIZES DA EDUCAÇÃO MUSEAL EM MUSEUS DE ARTE E CENTROS CULTURAIS DA REGIÃO METROPOLITANA DE BELO HORIZONTE
744
Rosvita Kolb Bernardes
NARRATIVAS BIOGRÁFICAS, CURRÍCULO E ARTE: LEITURAS CRUZADAS
759
Taís de Magalhães Santiago
CONVI(VER) AS ARTES VISUAIS: POR UMA EDUCAÇÃO INCLUSIVA
771
Valéria Metroski de Alvarenga
QUAL A SITUAÇÃO DAS ARTES VISUAIS NOS CONCURSOS PuBLICOS PARA PROFESSORES DE ARTE NA EDUCAÇÃO BÁSICA?
785
Yáskara Beiler Dalla Rosa, Maria Cristina da Rosa Fonseca da Silva
QUAL O LUGAR DA HISTÓRIA DA ARTE NA FORMAÇÃO DOCENTE EM ARTES?
800
Yiftah Peled, Max Leandro, Camila Silva
REFLUXOS: A CRIAÇÃO COLETIVA COMO METODOLOGIA DE ENSINO CONTEMPORÂNEO
811
Nome Comunicação Página
Alexandra Cristina Moreira Caetano
INSTALAÇÕES SINESTÉSICAS: VARIAÇÕES NEURAIS NA GERAÇÃO DE PAISAGENS VISUAIS E SONORAS
827
Ana Cristina Mendes Façanha
SEA-CHANG:- MODOS DE DESLOCAMENTO (INVENTÁRIO)
838
Andrea Hofstaetter
ANCORAGENS AFETIVAS: IMAGENS-LEMBRANÇA EM PROSPECÇÕES IRREALIZADORAS
855
Annádia Leite Brito
MOVER(SE) ATRAVÉS DO DESEJO
868
Ariane Daniela Cole
ESTÉTICA ENTRE, PINTURA E PAISAGEM
878
Ayrson Heráclito Novato Ferreira, Tiago dos Santos de Sant’Ana
PARA ALÉM DE RIVALIDADES PROVINCIAIS: POÉTICAS VISUAIS TROPICALISTAS E OUTROS PROJETOS DE ARTE EXPANDIDA SOB A PERSPECTIVA DO NORDESTE
894
Bianca Panigassi Zechinato
PROVOCAÇÕES ARTÍSTICAS NO NÃO LUGAR: O DESLOCAMENTO COMO OBJETO ARTÍSTICO
904
Cristina Adam Salgado Guimarães
A MÃE CONTEMPLA O MAR OU LA MÈRE REGARDE LA MER
921
Edgar Silveira Franco
(E)TERNURA: PROCESSOS CRIATIVOS EM NARRATIVAS GRÁFICAS E ARTE ROBÓTICA
931
Edgard Mesquita de Oliva Junior, Celso Pereira Guimarães
PAISAGENS ESSENCIAIS: IMAGINÁRIO E DESLOCAMENTO A PARTIR DO CORPO FOTOGRÁFICO
947
Eriel de Araujo Santos, Mariana Rosário Marin
IMAGINA SOM, ATRAVESSAMENTOS POÉTICOS NO ESPAÇO DA ARTE
955
Fabio Oliveira Nunes
MIMETISMO E ALTERIDADE DA CRIAÇÃO EM ALTERIA
967
Fábio Purper Machado, Rosa Maria Berardo
ENTÃO VÁ E EXTENDIT MANUS: MOVIMENTOS ENTRE VÍDEO, QUADRINHOS E ESCULTURA
983
Fernanda Ferreira Rabelo
CAVERNA: VISÕES DO INTERIOR
998
Iracema Barbosa
OUTRO CANTO: REFLEXÕES SOBRE CERTOS PAPÉIS DO TRABALHO ARTESANAL NA PRÁTICA ARTÍSTICA
1011
Isabella Von Mühlen Brandalise, Rogério Camara
O HOMEM ORDINÁRIO NA ESCALA MONUMENTAL
1022
José Eliézer Mikosz
ECOSSISTEMAS ENTÓPTICOS: O "INSCAPE" NA POÉTICA VISIONÁRIA E A MIMESE ESPIRITUAL
1038
José Raimundo Magalhães Rocha
O RISCO QUE NOS OLHA
1050
Karine Gomes Perez
ENTRE O SUBJETIVO E O COLETIVO: "CUIDE DE VOCÊ", DE SOPHIE CALLE, E A POÉTICA PESSOAL
1062
Laurita Ricardo de Salles
IMAGEM: LÓGICA PARA A VISIBILIDADE E INTERATIVIDADE
1077
Leopoldo Tauffenbach
A RECONSTRUÇÃO DE EXU: ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO POÉTICA DE ASPECTOS DO IMAGINÁRIO RELIGIOSO E POPULAR
1092
Luana de Oliveira Andrade, Helga Correa
TODOS OS NOMES E A INVENCIBILIDADE DA INVENÇÃO
1108
Lucas Ribeiro de Melo Costa, Agnus Valente
ESTÂMINA: PROCESSOS INSTÁVEIS EM ARTE
1120
Lucia Quintiliano, Maurício Adinolfi, Agnus Valente
ULTRAMAR-ILHA DIANA: PAISAGENS COMUNS
1137
Luise Dolinski Aranha, Reinilda de Fátima Berguenmayer Minuzzi
UMA POÉTICA POR MEIOS HIBRIDIZANTES DE CONSTRUÇÃO DA IMAGEM EM ARTE E TECNOLOGIA
1153
Marcelo Pudente Silva
EXPOSIÇÃO MONOPIXEL: ARTE DIGITAL. AMBIENTES VIRTUAIS E AS POSSIBILIDADES COLABORATIVAS
1164
Marcelo Roberto Gobatto
TEMPO E NARRATIVA: CINEMA, VÍDEO E ARTE CONTEMPORÂNEA
1175
Maria Celeste de Almeida Wanner, Raoni Carvalho Gondim
APROPRIAÇÃO, DESCONSTRUÇÃO E HIBRIDIZAÇÃO DA IMAGEM FOTOGRÁFICA
1189
Maria das Graças Garcia Poll, Reinilda de Fátima Berguenmayer Minuzzi
ASPECTOS DO MEIO FOTOGRÁFICO COMO COMPONENTE POÉTICO
1198
Maria Lucia Vignoli Rodrigues de Moraes
MÓVEL ONDULAR
1212
Maria Luiza P G F Fragoso, Carlos Augusto M. da Nóbrega, Filipi Dias Oliveira
ARTE, COMUNICAÇÃO & DESIGN: PRÁTICAS EXPERIMENTAIS INTERDISCIPLINARES DO NANO - NuCLEO DE ARTE E NOVOS ORGANISMOS
1225
Nicolas Oliveira Soares
ESTA APORIA
1241
Otavio Fabro Boemer, Agnus Valente
O GRAFITEIRO/ARTISTA/PESQUISADOR E O SER CULTO HÍBRIDO CONTEMPORÂNEO
1252
Patricia Dias Franca - Huchet
INFRA-MINCE OU COMO NOMEAR O IMPERCEPTÍVEL
1268
Rebeca Lenize Stumm
AS POTENCIALIDADES DAS IMAGENS REGISTROS NAS PRÁTICAS ARTÍSTICAS
1281
Reinilda de Fátima Berguenmayer Minuzzi
CONFLUÊNCIAS CRIATIVAS EM MANIFESTAÇÕES ARTÍSTICAS: ALTERIDADES EM FLUXO COOPERATIVO
1293
Ricardo Guimarães Cardoso
POESIA VISUAL NAS RUAS DE SALVADOR: "EXPONDO EM OUTDOOR" E "EXPONDO EM BUSDOOR"
1302
Rogério Rauber, Rosangella Leote
PRÁTICAS ARTÍSTICAS E SISTEMAS COMPLEXOS
1314
Ruth Moreira de Sousa Regiani, Lucas Roger Souza Alves
"COMO TRANSFORMAR SEU VÍCIO EM DROGAS EM UMA CARREIRA ARTÍSTICA BEM-SUCEDIDA": AS SUPERFICÇÕES DE DANA WYSE
1327
Teresinha Barachini
ROTAR PERCURSOS AMOLECIDOS
1341
Victor Hugo Soares Valentim, Virgínia Tiradentes Souto
PROJEÇÃO MAPEADA INTERATIVA EM DISCOS DE VINIL: DIÁLOGOS MULTISENSORIAIS TECNOLÓGICOS
1355



VISIBILIDADES DA ARTE: modos de ver, exibir e narrar histórias

Coordenadores: Emerson Dionísio de Oliveira (IdA/UnB); Maria de Fátima Morethy Couto (IAR/UNICAMP); Marize Malta (EBA/UFRJ)

Em O que vemos o que nos olha, Didi-Huberman chamou atenção para os 'olhos' da obra que nos fitam e interrogam, mostrando sua potencialidade de sujeito-objeto a conduzir parte de nosso processo de compreensão do mundo. Adiante, também W. J. T. Mitchell consentiu que as obras têm vontade própria e desejos, ao perguntar o que as imagens querem.
Diante dos desafios colocados pela arte contemporânea, que desestabilizou o solo onde se assentavam as instituições que constituíam parte fundamental do sistema da arte e sustentavam sua identidade e legitimidade, como enfrentar as obras do presente e do passado sob diferentes paradigmas?
Fruto das inquietações e interesses do grupo de pesquisa História da arte: modos de ver, exibir e compreender, propomos refletir sobre modos de ver as obras imbricados com os modos de exibi-las, fruí-las, descrevê-las, historicizá-las, enfatizando a questão sobre o que sua natureza tem de comando sobre nossas relações com a arte e o artista.
De modo a orientar as discussões, indicamos os seguintes eixos temáticos:
Modos de escrever as histórias da arte (no Brasil);
Estratégias de criação e manutenção de arquivos, coleções e acervos de arte;
Abordagens sobre objetos de arte a partir de estudos de caso;
As instituições artísticas e seus personagens;
Modos de fazer, modos de exibir, modos de fruir;
Objetos do desejo: a atração pela materialidade/visualidade da arte

palavras-chave: sistema de arte, modos de exibição, história da arte
subtemas: Instituições da Arte; História da Arte, Modos de exibição e visibilidade; Arquivos e coleções

Nome Comunicação Página
Ana Carolina Albuquerque de Moraes
O PROCESSO DE PESQUISA NO MAUC E A CONSTRUÇÃO DE UMA HISTÓRIA DE JEAN-PIERRE CHABLOZ
1568
Ana Luiza Teixeira Neves; Rodrigo Vivas
OS SALÕES NACIONAIS DE ARTE DE BELO HORIZONTE NOS ANOS 80
1578
Ana Maria Albani de Carvalho
ACERVO DA FUNDAÇÃO VERA CHAVES BARCELLOS: ARTE CONTEMPORÂNEA NO TRÂNSITO CENTRO/PERIFERIA
1594
Ana Maria Tavares Cavalcanti
“A NOITE” DE PEDRO AMÉRICO E “O DESCANSO DO MODELO” DE ALMEIDA JUNIOR NO SALÃO DE 1884
1605
Angela Maria Grando Bezerra; Janayna Araujo Costa Pinheiro
“CADA TRABALHO TEM UMA ESPÉCIE DE BIOGRAFIA”, EM CILDO MEIRELES
1619
Denise Bujes Stumvoll
A POÉTICA FOTOGRÁFICA DE LUNARA E SUAS RELAÇÕES COM O PICTORIALISMO
1633
Diego Souza de Paiva
QUANDO A PEDRA CAMINHA: NOTAS SOBRE A ERRÂNCIA DE UM GIGANTE
1648
Dilson Rodrigues Midlej
“BIZANTINICES” E RESSIGNIFICAÇÕES DE IMAGENS NA ARTE BAIANA
1665
Emerson Dionisio Gomes de Oliveira
REGISTRO REAPRESENTAÇÃO DOS ACERVOS DE ARTE BRASILEIROS: PROBLEMAS PARA A HISTÓRIA
1680
Fernando do Nascimento Gonçalves
A FOTOGRAFIA DE 4,3 MILHÕES DE DÓLARES:NOTAS SOBRE A CONSTRUÇÃO DA VISIBILIDADE DA FOTOGRAFIA NA ARTE CONTEMPORÂNEA
1690
Marco Antônio Vieira
PINTESCRITURAS: O CORPO-SÍGNICO EM MATTHEW BARNEY
1708
Maria de Fátima Morethy Couto
AS BIENAIS DE ARTE NA AMÉRICA LATINA NA DÉCADA DE 1960: PROPÓSITOS E REPERCUSSÕES
1721
Marize Malta Teixeira
DECIFRA-ME OU DEVORO-TE: EXTRAVAGÂNCIAS E EXIGÊNCIAS DOS OBJETOS DO MAL
1731
Natália Teixeira de Oliveira Quinderé
OBRAS SELECIONADAS: EXIBIÇÃO, HISTÓRIA DA ARTE, FICÇÃO
1747
Neila Dourado Gonçalves Maciel
OS PAINÉIS E MURAIS DE CARYBÉ E A VALORIZAÇÃO DE UMA MEMÓRIA CULTURAL URBANA DE SALVADOR
1760
Paula Viviane Ramos
PINACOTECA BARÃO DE SANTO ANGELO DO INSTITUTO DE ARTES DA UFRGS: ENSAIOS DE VISIBILIDADE
1776
Pedro Ernesto Freitas Lima
INTERCEPTAÇÃO – A OBRA DE JAC LEIRNER COMO BUSCA DE UM LUGAR
1793
Renata Oliveira Caetano
A IMAGEM COMO ESCRITA: CARTAS DESENHO NA COLEÇÃO MÁRIO DE ANDRADE
1804
Rosa Cristina Maria de Carvalho
EXPRESSIVIDADE E FORMA: A PRESENÇA DO DESENHO INFANTIL, DO DESENHO DO LOUCO E DE OBRAS ETNOGRÁFICAS NAS COLEÇÕES DE OSÓRIO CESAR, MARIO DE ANDRADE E FLÁVIO DE CARVALHO
1820
Sandra Makowiecky
ARQUIVOS: MIMETIZANDO DISCURSOS DE TEMPORALIDADES DIVERSAS
1833
Shannon Botelho
O SISTEMA ARTÍSTICO NO BRASIL VISTO A PARTIR DOS SALÕES DE ARTE DA DÉCADA DE 50
1850
Sonia Gomes Pereira
A EXPOSIÇÃO GERAL DE 1879 E A ESCRITA DA HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA NO SÉCULO XIX
1865
Vera Mariss Pugliese de Castro
INVESTIGAÇÃO SOBRE A CONSTITUIÇÃO TEÓRICO-METODOLÓGICA DO DISCURSO NA HISTÓRIA DA ARTE, NO BRASIL
1881
GRAVURAS E SISTEMAS ARTÍSTICOS: configurações e ecos

Coordenadoras: Maria Luisa Távora (EBA/UFRJ); Lucia Gouvêa Pimentel
(EBA/UFMG).

Pensar a gravura no contexto artístico brasileiro demanda o enfrentamento da ambivalência de sua gênese entre nós, nos termos da tradição moderna. Nos extremos de sua trajetória histórica de um século, situa-se o interesse em firmar-se no campo artístico como uma linguagem cuja especificidade ancora-se no artesanato autoral de matrizes, reforçando sua identidade moderna de instrumento de criação artística. Em outra ponta, emergem experiências e práticas que se assentam na reconsideração conceitual de seus fins e meios, no seio das problemáticas contemporâneas. Entre esses extremos identificam-se sistemas artísticos plurais que se organizam e se desdobram, irradiam-se, interrompem-se, potencializam-se, cujo legado, a nosso ver, importa considerar. Expansão estética, sofisticação e pluralidade técnicas, conjunções poéticas, negociações e parcerias -"acomodamentos" e "incomodamentos": o trânsito e a subversão de meios e práticas. Importa ainda considerar os ecos da gravura nos sistemas artísticos cuja polissemia dilui ou altera seus limites e configurações. O processo é de mão dupla.
Interessa a este Simpósio pensar e discutir o legado histórico da tradição gráfica que marca a produção dos gravadores, no Brasil; pensar e refletir sobre os impasses conceituais vividos nos diferentes contextos da criação artística; os espaços e circuitos institucionais (fundações, mostras nacionais e internacionais, individuais ou coletivas, crítica, curadorias e editoria), em especial, os territórios de ensino/aprendizagem e de formação (ateliês e escolas de arte), polos de irradiação, nos quais se potencializa a gravura em sua vontade experimental e ou em sua tradição. Interessa a análise e discussão da abrangência poética da linguagem gráfica em seus diferentes ciclos históricos e em abordagens amplas na dinâmica ação criadora em seus multiplos ecossistemas artísticos.
Palavras-chave: Gravura; Criação artística; Tradição Gráfica.
Sub-temas:
1- Gravura e ciclos históricos: tradição , modernidade e contemporaneidade.
2- Gravura, artistas e vestígios: destino artístico dos multiplos / a ética da impressão / processo criativo / poéticas.
3- Gravura e circuito artístico: tensão e limites, comunicação.
4- Gravura e instituições: formação, expansão, ampliação de territórios, autoria.

 

ENSINO DE ARTES VISUAIS A DISTÂNCIA: limites e possibilidades

Coordenadores: José Maximiano Arruda Ximenes de Lima (DEARTES/IFCE);
Lêda Maria de Barros Guimarães (FAV/UFG)

A proposta do Simpósio é refletir sobre os limites e as possibilidades do ensino de Artes Visuais na modalidade a distância. Acompanhamos, no início do século XXI, o surgimento de cursos superiores de Artes Visuais na modalidade a distância no Brasil. Esses, em sua maioria, estão desenvolvendo suas atividades com base em fundamentos, propostas, processos, interação e interatividades diversificadas. Além disso, desenvolvem e disponibilizam seus conteudos em Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA), geralmente com apoio do sistema moodle. Esses conteudos são os Objetos de Aprendizagem de Artes Visuais (OAAV) desenvolvidos em diversos formatos, tais como: vídeos, textos, sons e animações. Geralmente são planejados e executados por uma equipe multidisciplinar, responsável por identidade visual, ergonomia e abordagem pedagógica. Diante disso, questionamos: Quais os Fundamentos do ensino/aprendizagem utilizados nos cursos de Artes Visuais a distância? Que interações e interatividades utilizadas no processo de ensino/aprendizagem nos cursos de Artes Visuais a distância? Que propostas e processos de ensino/aprendizagem são utilizados nos cursos de Artes Visuais a distância? As comunicações apresentadas nesse Simpósio contribuirão para traçar um panorama do cenário nacional do ensino de Artes Visuais na modalidade a distância no Brasil.
Palavras-Chave: Ensino de Artes Visuais a Distância; Ensino de Arte; Artes Visuais
Subtemas
Fundamentos do ensino/aprendizagem de Artes Visuais a distância
Instâncias de investigação sobre ensino de Artes Visuais a distância
Interação e interatividade no processo de ensino/aprendizagem de Artes Visuais a distância
Propostas e processos de ensino/aprendizagem de Artes Visuais a distância

 

MEMÓRIA, ARQUIVO E IMAGEM DIGITAL: perspectivas contemporâneas

Coordenadoras: Christine Mello (FAFICLA/PUC-SP); Priscila Almeida Cunha
Arantes (DMD/UAM)

Considerando a questão da memória no campo da micropolítica e nas articulações existentes entre memória coletiva e pessoal, a presente proposta de Simpósio pretende abordar as práticas discursivas, críticas e teóricas em torno da memória, especialmente a partir das produções artísticas da contemporaneidade, por meio dos sub-temas Memória do corpo, Arquivo vivo e Imagem digital como memória. Se a memória pode ser compreendida como construção simbólica produzida por meio do contexto histórico e cultural, o objetivo principal é pensá-la no tempo presente, no contexto da cultura das redes. Implica observar a esfera mnemônica constituída pela expansão informacional do espaço sensível. Nessa direção, o sub-tema Memória do corpo objetiva refletir experiências multissensoriais que reorganizam a percepção e a sensação hoje, no sentido de ampliar noções de corpo, alteridade e lugares de contato. Dialoga com a noção de objetos relacionais apresentada por Lygia Clark. Já o arquivo, criado por organizações e instituições, assim como por grupos e indivíduos, tradicionalmente é visto como um sistema ordenado de documentos classificados e armazenados para um determinado fim. Dentro deste contexto, ele é muitas vezes entendido como um mero depósito de documentos; como um dispositivo inerte que reconstitui factualmente um passado dado e "fixo". Pensar em Arquivo Vivo é navegar exatamente na contramão desta ideia e entender o arquivo como um dispositivo lacunar e incompleto; sempre aberto a novas escrituras. Neste contexto, a maneira como os artistas vêm trabalhando com o arquivo e/ou material de arquivo pode ser também considerado um dispositivo fértil para repensarmos a memória na contemporaneidade. Por ultimo, Imagem digital como memória é o sub-tema que problematiza mutações na organização espaço-temporal dentro da produção imagética. Tempo-espaço que não por casualidade são a matéria prima com que se constrói o mundo da memória. Chama atenção aqui circunstâncias da linguagem digital como fator de elaboração de noções de imagem e memória, que se fazem em ato, no momento presente, no tempo ao vivo, no deslocamento espacial da informação e nos fluxos indeterminados de tempo. Trata-se de observar redimensionamentos da memória pela lógica do processamento digital em correspondência com a lógica do acontecimento, do tempo ao vivo, da arquitetura e da performance.

Sub-temas: 01.1. Memória do corpo. 01.2. – Arquivo vivo. 01.3. – Imagem digital como memória.

 

VISUALIDADES POPULARES: ecossistemas artísticos e estéticos de produção, circulação e consumo

Coordenadoras: Maria Elizia Borges (FAV/UFG); Lêda Maria de Barros
Guimarães (FAV/UFG); Lucimar Bello Pereira Frange (NES/PUC/SP)

Adotamos a expressão " visualidades e visibilidades populares" para trabalhar um campo expandido que permita transgredir concepções fechadas de arte e cultura popular buscando possibilidades de discutir e refletir sobre os significados destes produtos que transitam em vários espaços.
Esta visão integra processos criativos menos consagrados e relativiza paradigmas tradicionais. O enfoque da cultura popular pluralizou-se ao longo do século XX de acordo as mudanças na compreensão do "outro" e da noção de cultura menos etnocêntrica. Os campos disciplinares, ao invés de proclamarem grandes verdades, preocupam-se mais com a inter-relação de saberes e de formas culturais diversas. A cultura popular volta à cena com os estudos culturais, como espaço de tráfegos, trânsitos, contágios, hibridismos e mestiçagens no qual a ideia de purismo e/ou primitivismo não faz mais sentido. Em contraposição, é fecunda a ideia da circulação das experimentações culturais, que dialoga com diferentes campos de saberes pela antropologia, psicanálise e feminismo dentre outros da cena contemporânea.
Muda-se de uma visão monocultural para a compreensão da transculturalidade. As duas tradições "puras" (a popular e a clássica) foram-se diluindo paulatinamente, misturando-se às vezes entre si, transformando-se ao longo do processo, gerando uma multiplicidade de formatos/artefatos materiais e imateriais: visuais, orais, escritas e, finalmente eletrônicas e virtuais, circulando pelas várias camadas sociais da população dos países europeus e latino americanos até os dias de hoje. Reunimos nesta proposta professoras pesquisadoras ligadas aos comitês de História, Teoria e Crítica de Arte- HTCA, Comitê de Educação em Artes Visuais- CEAV e uma que pertence a este ultimo mas que também circula no Comitê de Poéticas Artísticas - CPA. A junção dos três comitês é proposital e busca atrair investigações sobre ecossistemas de visualidades/visibilidades que transversalizem as
linhas práticas e conceituais definidas para cada comitê bem como promovam multiplos agenciamentos culturais e produção de sentidos.

Palavras-chaves: visualidades e visibilidades populares; espaços de consumo e circulação; inter-relação de saberes ou formas culturais diversas.

subtemas.
Artefatos materiais/ imateriais.
Performances/corpo/cultura.
Patrimônios, coletivos e comunidades.
Agenciamentos culturais e produção de sentidos.

ARTES NO ESPAÇO DO POPULAR: agentes, formas e contextos

Coordenadores: Isabela Nascimento Frade (ART/UERJ); Luís Felipe Ferreira
(ART/UERJ)

O imaginário social não se configura como uma atmosfera homogênea estendida, gerando uma unica ambiência; seus diferentes setores se organizam sob suas próprias constelações de imagens e símbolos. "A comunidade imaginada" é estabelecida pela tessitura dos vínculos conformados por memórias, sentimentos, desejos, conhecimentos e ideologias, inscrevendo as formas de reconhecimento de si e modos de encontro de cada sujeito com os mesmos, seu próximos ou distantes, mas similares ou afins, e com os outros, as alteridades. A ampla participação, desígnio do popular, é, em si mesma, âmbito de exercício criativo: são modos do viver gerados em constante transformação. Em sua rede de interações, vicejam processos sincréticos com multiplas reverberações. Dentre diversas imagens, algumas se afirmam como representações coletivas da tradição. Uma tradição inovadora, sempre cambiante.
O espaço da arte popular não se dá em separado das outras instâncias da vida, se constituindo em relação a toda a gama de ações sociais. É ali onde o fazer tradicional engrendra o novo, em complexa temporalidade: o passado encontra o futuro, em projetos de existência estética; se estabelece em jogos políticos e oscila, de modo intermitente, entre a aceitação e a negação do presente. A hegemonia é o seu perfil externo, o que se dá como visibilidade aparente e o que se implica como padrão de conduta e norma qualitativa.
Ao observarmos suas manifestações, reparamos em sua polifonia. A arte popular é plural. Estrutura rizoma que é por vezes imprevisível, em brotar espontâneo. Seu encanto é a surpresa, a criatividade permanente em se refazer o mesmo de multiplas formas. Assim, podemos nos remeter às diferentes celebrações, os rituais religiosos e civis, as formas de habitar e de conviver, de adornar e significar a existência. Onde o contexto é a própria obra, fato social total.
Pretendemos reunir, em diálogo e reflexão crítica, pesquisadores que tenham por objeto a arte popular em seus mais diferentes aspectos. Traçamos cinco eixos para orientar suas adesões: i. tradição, memória e modos de transmissão de saber; ii. rituais, festividades e celebração da vida; iii. visualidades exuberantes e seus processos de produção; iv. experiência do mundo e comunicação estética; v. performance e modos de presença – ver, falar, dançar e brincar.

Nome Comunicação Página
Bruno Dorneles da Silva
ARTE PuBLICA, ESPAÇO URBANO: MODOS DE DEFINIR A ARTE E LEGISLAR A SUBJETIVIDADE
2445
Budga Deroby Nhambiquara; Maria Antonia Benutti; Geralda Mendes Dalglish
GRAFISMO INDÍGENA GUARANI; DO MÍTICO A ANALISE FORMAL
2460
Camila da Costa Lima
PRODUÇÃO CERÂMICA DO VALE DO JEQUITINHONHA: TRADIÇÕES, TÉCNICAS E PROCESSOS
2475
Camila Dazzi; Adriana da Rocha Silva Dutra
PERMORMANCE E VISUALIDADE NAS FESTAS DE ARREMATE DAS FOLIAS DE REIS DE NOVA FRIBURGO
2489
Eleonora Gabriel
FESTAR PARA SI, PARA NÓS
2503
Inara Novaes Macedo BANDAS DE CONGO DA BARRA DO JUCU:
MEMÓRIA, AÇÕES E SENTIDOS NA FESTA DE SÃO BENEDITOBANDAS DE CONGO DA BARRA DO JUCU:
MEMÓRIA, AÇÕES E SENTIDOS NA FESTA DE SÃO BENEDITO
3860
Isabela Frade
OS ESPAÇOS GLOBALIZADOS DO POPULAR - O CONSUMO DO REGIONAL E OS VALORES DO EXOTISMO
2519
Isis Molinari
UM ESTILO OU UM ESTADO KITSCH? COR DAS FACHADAS DE BAIRROS HISTÓRICOS DE BELÉM
2535
Janine Alessandra Perini
QUILOMBO IVAPORUNDUVA: ARTE DA RESISTÊNCIA
2552
Julio Cesar Valente Ferreira
O RITUAL DO BATISMO NAS ESCOLAS DE SAMBA DO RIO DE JANEIRO
2564
Leísa Sasso; Tatiana Fernández
CORDEL DE SÃO SEBASTIÃO: PEDAGOGIAS CULTURAIS E PRÁTICAS DE EMANCIPAÇÃO
2580
Letícia Cristina Saraiva
ESTÉTICA LATINA: A ARTE FAZ-SE POPULAR - O NÃO-LUGAR E A DESCONSTRUÇÃO FEMININA
2596
Paulo Sérgio das Neves Souza
FESTA DA CHIQUITA: CELEBRAÇÃO LGBT À VIRGEM DE NAZARÉ
2611
Rodrigo Peronti Santiago
O REMIX NA EMERGÊNCIA DE NOVAS EXPRESSÕES CULTURAIS
2625
Sicília Calado Freitas
A PERFORMANCE VISUAL DOS CATOPÊS, MARUJOS E CABOCLINHOS DE MONTES CLAROS- MG
2642
O ARQUIVO COMO ELEMENTO HEGEMÔNICO DE PRÁTICAS ARTÍSTICAS NA CONTEMPORANEIDADE

Coordenadoras: Paula Cristina Somenzari Almozara (CLC/PUC- Campinas);
Maria do Carmo Freitas Veneroso (EBA/UFMG); Maristela Salvatori
(IA/UFRGS)

A concepção deste Simpósio está estruturada na ideia de pensar o "arquivo" como um elemento hegemônico de práticas artísticas na contemporaneidade. Como constructo, o "arquivo" permite refletir sobre a arte contemporânea a partir de intermeios e estruturas operacionais que variam desde a manipulação de informações até a justaposição de objetos que promovem uma crise de fronteiras, suportada, entre outras questões, pela ideia de pos--?produção, que descreve a apreensão das formas de saber e produzir a partir da "anexação ao mundo da arte de formas até então ignoradas ou desprezadas" (BOURRIAUD, 2009. p.8) e nas quais o artista atua como uma espécie de bricoleur, que navega por entre as redes de signos e sistemas, construindo, reapresentando, reprogramando conexões entre elementos historicizados --? neste caso, o arquivo --? e suas pretensas potencialidades estéticas (BOURRIAUD, 2009). Elemento propício à reapresentação e à reprogramação, o arquivo se justifica como ideia na forma como as coisas são agrupadas para a determinação de sentido.Trata--?se, portanto, de um campo fértil para as indagações acerca da amplificação de conceitos ligados às artes. Quanto à hegemonia, pretende--?se instigar um debate sobre as práticas artísticas contemporâneas que, segundo Ruth Rosengarten, estão ligadas à "viragem arquivística" (ROSENGARTEN, 2012.p.19), considerando as “deslocações de objeto de arte para evento, e de evento parapos--?produção" (idem, p.19) como algo enfático, não revolucionária, nem paradigmática, mas presente de modo exacerbado. As discussões que podem daí emanar interessam, como afirma Rosengarten, pelo potencial de "riscos a que esse tipo de empreendimento se expõe" (ROSENGARTEN, 2012. p.22), gerando debates sobre as redes sígnicas criadas a partir de situações conceituais e práticas, e também sobre uma certa fetichização da ideia de arquivo. Prioriza--?se as contribuições que fomentam uma abordagem da práxis e/ou subversão crítica do tema principal e que pode ser pensada a partir, por exemplo, da fotografia, do multiplo, dos suportes amovíveis1, da coleção, do museu, do atlas, da anômia, do artista como criador de narrativas documentais.

Palavras--?chave: arquivo, processos, pos--?produção

SUB--?TEMAS

1. Reflexões sobre: arquivo e as poéticas na arte contemporânea.

2. O arquivo e a fotografia: práticas artísticas contemporâneas.

3. Marcas, memória e arquivo: a gráfica contemporânea.

4. Rupturas, interferências e desconstrução: "a viragem arquivística" ou a fetichização da ideia de arquivo.

IMAGEM E EXPERIÊNCIA: construções e incorporações na contemporaneidade

Coordenadores: Luciano Vinhosa Simão (IACS/UFF); Mauricius Martins
Farina (IAR/UNICAMP)

Este simpósio tratará da diversidade expressiva das imagens arquitetadas a partir da redução fenomenológica operada pelas imagens-aparelho e também pela apropriação e recodificação conceitual dos objetos, num construto de expressão artística centrada na relação imagem/experiência em consonância com as temáticas e problemas contemporâneos, articulando-se com as influências do imaginário e da memória cultural, com o objetivo de proporcionar um diálogo crítico a partir das

influências de um universo articulado entre as forças da subjetividade e das ecologias ambientais e sociais em histerese.

Pretende-se também abrir espaços para a apresentação de pesquisas relacionadas à realização e investigação sobre imagens/obras, desviando da funcionalidade comunicacional corriqueira das imagens e dos objetos para, seja pelo ambiente tecnológico, seja pela interação do olhar sobre a natureza das ocorrências, tratar da experiência da arte diante dos suportes possíveis, sejam eles analógicos, eletrônicos ou digitais, considerando como fundamento a presença do espaço da criação enquanto projeção da imaginação do artista no ambiente transformado em cultura, propondo um diálogo com o visionador, tencionando o dispositivo das imagens, em seus territórios e escalas possíveis.

O campo da arte, considerando seus atributos de tempo e materialidade, é também um espaço destinado à expressão da experiência que origina o ser daquilo que é artístico, o que é passível de ser observado historicamente. Neste sentido, as imagens-técnicas, produtos de um estatuto de descobertas tecnológicas contribuíram para ampliar o conceito de experiência sensível e o campo da arte a partir do uso que tiveram. A fotografia, em particular, problematizou no século XIX a noção de fatura sensível erigida a partir da habilidade manual e da visão descritiva, entretanto, sabe-se que esta condição não era específica mas conjuntural. Pelo seu possível imediatismo funcional, tal como pensou Charles Baudelaire, em razão dos variados procedimentos comunicacionais a que se prestou e a que se presta, entre eles a documentabilidade, a experiência artística estaria vedada. Entretanto, o surgimento das imagens-máquina como um fim em si - não com uma usabilidade intermediária como era o caso da câmara escura dos séculos XVI e XVII - permite antever, entre outras coisas, uma mudança de paradigma que, no século XX possibilitou a experiência conceitual e as mestiçagens visuais do século XXI.

Neste campo da arte tratamos e nos relacionamos com imagens que muitas vezes foram desviadas de um universo usual dos estereótipos mediáticos. Nos dias atuais, a distinção entre gêneros e sistemas é amplamente movediça. Por exemplo a

separação entre arte e documento não é classificatória ou distintiva, mas está condicionada com a narrativa a ser articulada, interdependente de um conceito e de uma poética que ao abandonar a metalinguagem modernista inclui a realidade no próprio procedimento, considerando que ficção e realidade, num território poético, não fazem sentido a partir das ancoras de um imediatismo factual.

A genética das imagens primordiais, que fundamentam os territórios da experiência na arte, estabelece sua condição específica a partir da quebra de um estereotipo de funcionalidade, quando o ser da coisa é a coisa em si. Pensada em termos mais amplos, esta origem permite perceber uma potência característica, relacionada ao que não se espera, ao imponderável que ocorre nas articulações entre a fatura e sua determinação à mensagem. Sob certas condições, permite ainda manifestar um ‘ser coisa’ que é indissociável, tanto de sua materialidade, quanto de suas relações com a vida em si.

Os estudos dessas imagens com tendência mestiça, ou híbrida, ao estabelecerem um ponto de investigação sobre os possíveis atos de experiência no campo da arte, devem considerar também o aspecto hermenêutico envolvido na questão, uma vez que existe um desvio com avessos que não podem ser dissociados de um mesmo corpo (as imagens em geral) e, que apresenta uma complexa relação de aspectos dialeticamente relacionados com a contemporaneidade e os modos do ver.

O que se pretenderá ter em comum, nesse simpósio "Imagem e Experiência", será permitir espaço para o diálogo quanto ao estatuto poético da experiência como um desvio para o exprimível, uma necessidade que pertence aos territórios que singularizam a experiência da arte como um campo de possibilidades e aberturas, cuja natureza, ao estabelecer um caminho singular manifesto numa obra ou num conjunto mais amplo, caminha numa direção na qual "aquilo que se diz é indissociável do modo como foi dito".

O tema das imagens, em sua multiplicidade experimental, pondera sobre a dimensão específica de uma corporificação dinâmica e autorreferente presente na própria experiência da arte. A multiplicidade de um grande repertório histórico e

cultural, tipifica essas imagens instituindo uma coleção imensa, fragmentada no universo que as constitui como entes materiais. Dessa maneira propomos discussões que abordarão o relacionamento das linguagens mestiças na arte como forma de representação híbrida, articulando-se a partir da experiência da imagem.

Subtemas:

1- Imagem e experiência: diálogos em espaços e dispositivos mestiços.
2- Imagem e experiência: identidades, alteridades e autorrepresentação.
3- Imagem e experiência: a temporalidade e a suspensão do fotográfico.
4- Imagem e experiência: corporeidade, subjetividade e inscrição de memória. 5- Imagem e experiência: mediações tecnológicas, performance e instalação.

 

O ARTISTA DIANTE DAS PRÁTICAS COLABORATIVAS NA ARTE CONTEMPORÂNEA: formação, processos criativos, inserção e percepção

Coordenadores: Luís Sérgio Oliveira (IACS/UFF); Aparecido José Cirillo (CAR/UFES);
José Luiz Kinceler (CEART/UDESC)

As práticas colaborativas são um fenômeno de forte presença e de inegável potencial de transformações no cenário contemporâneo da arte. Com esses procedimentos de colaboração, uma nova dinâmica tem sido introduzida nos processos criativos da arte, levando o artista a articular seus projetos em processos de estreita cooperação com outros artistas e não artistas, em um cenário que coloca em questionamento noções tradicionais do campo da arte, tais como autoria, controle sobre o processo de produção da obra, formas de recepção, relações institucionais centradas no objeto artístico entre outras. Com isso, o modelo centralizado no artista parece superado por outro que introduz um novo elemento – a colaboração –, o que implica no exercício de escuta, diálogo, entendimento e negociação, e no atendimento de uma gama multipla de interesses, próprios de uma sociedade democrática e polifônica.
Nesse novo cenário, o artista é reposicionado como propositor, articulador e mediador, em situações a desafiar sua própria percepção de si mesmo, sua identidade e percepção social, em práticas diferenciadas de produção de arte que têm ocasionado o desmantelamento de percepções consolidadas do artista nas sociedades contemporâneas. No bojo desses estranhamentos introduzidos na condição do artista, essas práticas contemporâneas introduzem a percepção de que o artista não está mais sozinho, ou melhor: para além dele e de suas verdades, outros com outras verdades também devem ser considerados.
O fenômeno contemporâneo das práticas colaborativas oferece-se como campo fértil para reflexões e debates acerca do escopo e dos compromissos, potencialidades, fragilidades, características e histórias da arte contemporânea que cercam o artista e seu processo criativo, além de lançar fortes incertezas sobre as competências dos processos de formação do artista – mesmo em suas propostas mais arrojadas –, das instituições no acolhimento e potencialização dessas proposições artísticas, do aparelhamento da crítica de arte para um debate franco, aberto e propositivo, das categorias da arte para lidar com novas realidades dos processos criativos, entre outras questões relevantes a desafiar a natureza da arte contemporânea.
Palavras-chave:
1. artista
2. práticas colaborativas
3. processos criativos
Subtemas:
1. Práticas de colaboração e processos criativos
2. Práticas colaborativas e a formação do artista
3. Práticas colaborativas e tensionamentos políticos
4. O artista e as instituições de arte

Nome Comunicação Página
Alicia K. Valente
ESPACIOS AUTÓNOMOS DE ARTE CONTEMPORÁNEO: PRÁCTICAS COLECTIVAS DE PRODUCCIÓN Y GESTIÓN
2972
Bettina Rupp
EXPOSIÇÕES EM AMBIENTES PARTICIPATIVOS OU COLABORATIVOS?
2983
Doriedson Bezerra Roque; Paulo Emílio Macedo Pinto
UM CORPO (PARA UM) COLETIVO: DÁDIVA E(M) POESIA DE NADIA GOBAR
2996
Elisa Rodrigues Dassoler
POÉTICAS DO ENCONTRO: REFLEXÕES SOBRE PROCESSOS CRIATIVOS, PRODUÇÕES COLETIVAS E ARTE RELACIONAL
3010
Fábio Lopes de Souza Santos; Felipe Augusto Pereira
TERRITÓRIOS EM DISPUTA: PRÁTICAS ARTÍSTICAS COLABORATIVAS E MOVIMENTOS SOCIAIS EM SITUAÇÃO DE CONFLITO
3023
Gabriela Saenger Silva; Carla Borba
UMA EXPERIÊNCIA COLABORATIVA: "AGUAÍBA" - UM DIA DE PRAIA
3037
Isabelle Catucci da Silva
A TROCA COMO ESTRATÉGIA DE RELAÇÃO SOCIAL ENTRE GRUPOS ARTÍSTICOS PARA CIRCULAÇÃO DE VALORES E SIGNIFICADOS
3052
José Luiz Kinceler
ALGUMAS PAUTAS PARA A FORMAÇÃO DO ARTISTA MEDIADOR
3068
Luiz Sérgio de Oliveira; Caroline Alciones de Oliveira Leite; Isabel Cristina de Queiroz Carvalho
AS PRÁTICAS COLABORATIVAS DOS COLETIVOS DE ARTE E A "CRIAÇÃO PROMÍSCUA"
3081
Marcelo Wasem
COLETIVIDADES HETEROGÊNEAS E EMPODERAMENTO MuTUO NA ARTE COLABORATIVA
3094
Maria Virginia Gordilho Martins (Viga Gordilho)
TEMPO GERuNDIO: POÉTICAS COLABORATIVAS EM PROCESSO
3108
Mônica Hoff Gonçalves
EDUCATIONAL TURN E O CASO BRASILEIRO: CONTEXTO E TENSIONAMENTOS
3121
Nardo Germano
POÉTICA DA AUTORIA ABERTA E ESPECT-AUTORIA NA PRÁXIS DO ARTISTA CONTEMPORÂNEO
3137
Piatan Lube Moreira; Jose Cirilo
PROCESSOS COLABORATIVOS E O SURGIMENTO DO ESCULTOR SOCIAL: ENTRE SAUDADES E GUERRILHAS
3153
Roosivelt Pinheiro; Mariana Trotta Dallalana Quintans
POLÍGONO MÓVEL FLUTUANTE: RESIDÊNCIA E PRÁTICA ARTÍSTICA ATIVISTA
3168
TamirisVaz; Rebeca Stumm
ENCONTROS IMPREVISÍVEIS: ARTE EM MOVIMENTOS DE ESPERA NO EVENTO ARTE#OCUPASM
3181
Társila de Oliveira Peixoto
O ARTISTA E A INSERÇÃO ARTÍSTICA E SOCIAL DE MULHERES EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA
3197
Thaise Luciane Nardim
DAS COMUNIDADES EM PRÁTICAS COLABORATIVAS: COMMUNITAS E COMPARTILHAMENTO DE SENTIDOS
3210
OUTRAS: PRÁTICAS E PENSAMENTOS EM DESLOCAMENTO

Cordenadores: Orlando Franco Maneschy (ICA/UFPA); Oriana Maria Duarte
de Araujo (CAC/UFPE)

Pensar a experiência artística como fruto de práticas e de elaboração de pensamento que são deflagradas a partir do estar em relação no mundo como experimento estético. Outras: Práticas e pensamentos em deslocamento propõe-­?se como simpósio que visa criar espaço para a reflexão acerca do que vem sendo constituído em fluxo, em deslocamento, em situações processuais. Construções articuladas a partir de transitoriedades, em que o lugar pode ser estabelecido no encontro com o outro, na expansão de complexidades e transversalidades operadas de forma a ampliar a perspectiva do fazer artístico. Este simpósio abre campo para a discussão sobre territorialidades, deslocamentos e acumulos, a partir de elaborações como "epistemologias do sul", (BOAVENTURA), "sobre uma região que não consta nos mapas oficiais"(MEIRELES), como práticas de resistência ou reexistência, constituídas em tessituras, no pequeno gesto, deslocadas dos espaços mais cristalizados. PALAVRAS-­?CHAVE: Praticas artísticas; Deslocamentos; Alteridades; Territorialidades SUBTEMAS: PRÁTICAS EM FLUXO – Práticas artísticas e/ou reflexivas constituídas dentro de uma perspectiva processual; OUTRAS EXPERIMENTAÇÕES – Proposições teórico/práticas em que a estética relaciona-­?se com experiências transversais de conhecimento; PRÁTICAS DE RESISTÊNCIA OU REEXISTÊNCIA – Trabalhos que abordam processos, condutas artístico-­?estéticas de resistência, e de reinvenção, favorecendo novas perspectivas historiográficas; OUTRAS EPISTEMOLOGIAS – Práticas artísticas e/ou reflexivas que colaboram para a construção de novas perspectivas epistemológicas.

Nome Comunicação Página
Ana Cláudia Leão do Amaral Leão
PEQUENOS ATLAS SOBRE ÁGUAS, SUPERFÍCIES E PELES: PAISAGENS EM LUGARES-ILHA E O PERCURSO DA VIAGEM
3224
Andréa Senra Coutinho
YINKA SHONIBARE MBE: IMBRICAÇÕES ENTRE ARTE, MODA E CULTURAS
3237
Bruno Elias Gomes de Oliveira
OUTRAS FORMAS DE SER-EM-COMUM NA ARTE LATINO-AMERICANA
3251
Cinthya Marques do Nascimento; Orlando Franco Maneschy
PAISAGENS INVISÍVEIS: EM BUSCA DA REALIDADE DOS SENTIDOS NA OBRA DE SINVAL GARCIA
3268
Cyntia Nogueira
FILME EXPERIMENTAL E ECOSSISTEMAS ARTÍSTICOS: O CURTA-METRAGEM BAIANO DE 1950 A 1970
3282
Daniel Pellegrim Sanchez; Ludmila Brandão
ABISSALIDADES A CONTRAPELO: O PALHAÇO DO CIRCO SEM FUTURO
3296
Isabel Carneiro
PARTITURAS DE TEMPORALIDADES INCONCILIÁVEIS
3312
Janaina Rodrigues
TAMANHO DO TATO E A IMAGEM DO VAZIO: O PROCESSO DE UMA FÔRMA DE GESSO
3326
Julia de Carvalho Melo Lopes
UM GESTO QUALQUER: OCUPANDO LOTES VAGOS EM FORTALEZA
3337
Julia Maia Rebouças
FREDERICO MORAIS: CRÍTICA, CURADORIA E ARTE
3347
Keyla Tikka Sobral; Orlando Franco Maneschy
DANIELLE FONSECA: O CORPO PERFORMÁTICO DA ARTISTA-SURFISTA NAS ÁGUAS DA AMAZÔNIA
3360
Lucas Gouvêa Mariano de Sousa
SOBRE A PELE, O RIO: UMA HISTÓRIA DA PAISAGEM NO TERRITÓRIO DA CULTURA AMAZÔNICA ATRAVESSANDO O CAMPO DA ARTE
3372
Mariana Brites; Maria Beatriz de Medeiros
ESCRITA POÉTICA COMO ESCRITA PARA A ARTE E POSSIBILIDADES DO REGISTRO EM PERFORMANCE
3386
Marlen De Martino
O TEMPLADISMO E AS IMAGENS DO PAMPA
3399
Oriana Duarte
ENTRE ARTE E FILOSOFIA: UM PENSAR SOBRE ESTILO DE EXISTÊNCIA E VIDA DE ARTISTA
3409
Orlando Maneschy
OUTROS LUGARES: EXPERIÊNCIAS ARTÍSTICAS, DESLOCAMENTOS E AFETOS
3418
Rita Morais de Andrade; Rosane Preciosa Sequeira
EXPANDIR FRONTEIRAS: O VESTIR COMO AÇÃO POÉTICA E POLÍTICA
3431
Rodrigo Souza
O QUE O CAMP TEM A NOS DIZER EM 2014?
3445
Síria Mapurunga Bonfim
OS OBJETOS INTERATIVOS ELETROSTÁTICOS DE SÉRVULO ESMERALDO: UMA CIÊNCIA DO PERCEBIDO
3459
Vinicios Kabral Ribeiro
POR UMA VIDA-LAZER
3472
ARTE E CIÊNCIA: a natureza transdisciplinar da preservação

Cordenadores: Yacy-Ara Froner Gonçalves (EBA/UFMG); Idanise Sant'Ana
Azevedo Hamoy (ICA/UFPA)

Em A arte pode ser um relógio que adianta? (1997), Edmond Couchot afirma: emerge uma arte visual nova (...) uma cultura fundada sobre o entrecruzamento do tecido das diferenças, não somente estéticas e éticas, mas também antropológicas e sociológicas, que não poupam pessoas nem diferenças culturais! Diante desta arte que parece engolir o tempo, como operacionalizar conceitos como patrimônio, preservação e memória? Se a transdiciplaridade da ciência contemporânea compreende um entrelaçamento de tecidos variados das reflexões, pesquisas e produções, a Ciência da Conservação emerge como uma categoria capaz de compreender as pesquisas acerca da produção artística por meio do cruzamento de distintas áreas do conhecimento: Tecnologia de Construção da Obra de Arte; História da Arte Técnica; Documentação Científica por Imagem; Educação Patrimonial; Curadoria de Coleções.
A proposta deste seminário é abarcar a trama acerca das potencialidades do compartilhamento neste tecido ou rede complexa de um sistema que envolve o pensamento crítico e a preservação. O sentido do patrimônio, identificado amplamente com a tradição da produção cultural, encontra-se comprometido com uma inteligência material do passado. A oposição inédita entre a herança da tradição e a patrimonialização moderna atua diretamente por meio da clivagem entre o fixado e a mobilidade, engajada, sobretudo pelas diferentes formas de apropriação (POULOT, 2011, p.24).
A Ciência da Conservação definida como um campo de conhecimento transdisciplinar busca uma abordagem científica em torno de questões polissêmicas direcionadas à preservação. Considerando este estatuto transdisciplinar, procura estimular uma nova compreensão para com seu objeto de pesquisa – a preservação – articulando elementos que passam entre, além e através de disciplinas correlatas, almejando a unidade das abordagens associadas a este objeto. Os três pilares da transdisciplinaridade - os níveis de realidade, a lógica do terceiro incluído e a complexidade - determinam a metodologia da Ciência da Conservação desde a origem deste campo de conhecimento. Paul Coremans (1969) é um dos primeiros cientistas a discutir a interface entre as áreas da ciência e a constituição de uma prática específica capaz de suportar as demandas estruturais das instituições de memória. Como um bioma próprio, a área partilha dos ecossistemas da arte. Se a arte pode ser um relógio que adianta, a natureza da Ciência da Conservação se manifesta como uma "corrida contra o relógio" (WARD, 1986).

Nome Comunicação Página
Amanda Copstein, Alexandre Ricardo dos Santos
AUTOFICÇÃO: A INSERÇÃO DO AUTOR NO RETRATO FOTOGRÁFICO
3629
Amanda Rodrigues Mendes; Aline Martins Alonso; Fernando Gonçalves
QUANDO EU VI: A NATUREZA COMO INVENÇÃO NA FOTOGRAFIA DE CLAUDIA JAGUARIBE
3644
Ana Luiza Emerich Magalhães; Lucia Gouvêa Pimentel
A GRAVURA NA IMPRENSA DE BELO HORIZONTE: 1895-1926
3660
André Nascimento Arçari
HÉLIO OITICICA: DAS EXPERIÊNCIAS COM BÓLIDES E PARANGOLÉS... E SUAS ESPECIFICIDADES
3672
Camila Nunes Napoleão
DIÁRIOS DE ARTE E VIDA: CADERNOS DE ARTISTAS E CRIANÇAS
3684
Carolina Prediger Koester; Helga Correa
XILO NO POSTE: EXPERIMENTAÇÕES NA CIDADE
3696
Diego Marcos Linard Tavares; Edilson Militão de Melo Filho
DE OÁSIS À MIRAGEM: CARTOGRAFIA DA HISTÓRIA DA ARTE EM UMA REGIÃO PERIFÉRICA
3706
Gisele Guedes Tomaz de Aquino Pessoa; Rodrigo Vivas
SITUAÇÕES-LIMITE: ENTRE A AÇÃO E CONTEMPLAÇÃO
3721
Gustavo Henrique da Silva Pereira; Maria Eudinice Maia Alcântara; José Maximiano Arruda Ximenes de Lima
PERCEPÇÃO VISUAL ANALISADA COM PARÂMETROS EM OBJETOS DE APRENDIZAGEM DE ARTES VISUAIS: ESTUDO DE CASO DO GRUPO ARTEUM
3738
Herlon de Assis Diógenes; José Maximiano Arruda Ximenes de Lima
INTERFACE PARA UM AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM DE ARTES VISUAIS A DISTÂNCIA
3746
Isabela Vida Moreno; Geralda Dalglish
DO BARRO AO METAL: A FUNDIÇÃO ARTÍSTICA NO BRASIL DO SÉCULO XVIII À CONTEMPORANEIDADE
3756
Luana Pavesi Pera; Maria Cristina da Rosa Fonseca da Silva
FORMAÇÃO DOCENTE EM ARTES VISUAIS: ANÁLISES SOBRE OS CURSOS DE SANTA CATARINA
3772
Maria Laissa Martins de Abreu; Jose Maximiano Arruda Ximenes de Lima
PROJETO ROTAS: LEMBRANÇAS EM WEB ARTE
3787
Nicole Carvalho de Araujo Álvares; Michelle C. Sales
PINTURA CONTEMPORÂNEA CARIOCA
3793
Ricardo Taga; Marcelo Mari.
ARTES VISUAIS E O CONGRESSO DA AICA DE 1959
3806
Tatiane Rebelatto; Renato Kuhn; Reinilda de Fátima Berguenmayer Minuzzi
INSTALAÇÕES COMO MEIO DE SUPERFÍCIES CONTEMPORÂNEAS
3817
Thiago Stefanin, Maria do Carmo Monteiro Kobayashi
FORMAÇÃO EM ARTE EDUCAÇÃO PARA MULTIPLICADORES DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL: A PRODUÇÃO E DIVULGAÇÃO DE AUDIOVISUAIS UTILIZANDO AS TICS COMO SUPORTE PARA A PRODUÇÂO DE MATERIAL DIDÁTICO
3843

Apoio

Coordenação de Aperfeiçoamento Superior – CAPES

Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais - FAPEMIG

Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG

Universidade Federal do Pará – UFPA

Programa de Pós-Graduação em Artes da Escola de belas Artes da UFMG

Universidade do Estado de Minas Gerais/Escola Guignard

Conservatório da UFMG

C/Arte

GO!

Fundação de Apoio e Desenvolvimento à Pesquisa – FUNDEP